Cauda longa: como atrair público qualificado com marketing digital

Cauda longa: como atrair público qualificado com marketing digital

Você já ouviu falar em cauda longa? Esse é um termo que tem sido muito comentado no marketing digital e por todos todos que buscam novas formas de impactar clientes já se depararam com essa palavra ao menos uma vez.

O termo ganhou todos os holofotes dos profissionais digitais desde que foi descrito por Chris Anderson no livro A Cauda Longa. Tem um motivo simples para essa popularização: a teoria de Anderson faz bastante sentido e mostra resultado verdadeiros, principalmente quando estamos falando em marketing de conteúdo e compra de palavras-chaves.

Usar a teoria da cauda longa pode ser uma oportunidade para muitas empresas pequenas competirem com os grandes nomes do mercado sem ter investimentos altos e produzindo conteúdo de qualidade que atinja o público certo.

Teoria da cauda longa

A teoria da cauda longa foi explicada por Chris Anderson no livro que eu citei anteriormente. A ideia traz esse nome por ser inspirada em um gráfico que se assemelha a uma cauda longa.

Na teoria, Chris Anderson aponta que o mundo cultural e financeiro estaria mudando o seu foco de ação. As empresas parariam de investir em produtos e serviços de alta demanda com um grande número de vendas, os chamados produtos de massa, e focariam cada vez mais no que está na chamada cauda longa, produtos e serviços com menor procura, mas com muitos resultados de mercado.

Ele apontou uma tendência que já pode ser percebida no marketing digital há muito tempo, apesar de não estar se concretizando no mercado de forma geral, como bem apontou Ana Luiza Leal no artigo Onde está a cauda longa? Nicho ainda é nicho.

O grande lance de entender a teoria da cauda longa para o mundo digital é que, quanto mais fechado em determinado público e área de atuação for a empresa, mais impactante as campanhas serão para um público qualificado. Dessa forma, podemos ter mais resultados com menos investimentos.

A teoria da cauda longa pode ser exemplificada melhor por este gráfico:

A Teoria da Cauda Longa de Chris Anderson.

A cauda longa no marketing de conteúdo

No marketing digital, usamos a teoria de cauda longa para encontrar palavras-chaves competitivas, mas com baixa concorrência. Algumas keywords são altamente concorridas e isso pode dificultar o marketing de empresas com menor poder de investimento. É nessas horas que a cauda longa é de extrema importância para pequenos empresários.

Como o gráfico mostra, a cauda longa tem um volume menor de demanda, mas tem um fator muito importante: a popularidade, ou relevância. Vale ressaltar  que as pesquisas de cauda longa trazem público qualificado e, além disso, mais de 70% das pesquisas no Google são feitas com mais de quatro palavras.

Isso significa que ao fazer uso de palavras-chave de cauda longa em seus anúncios e marketing de conteúdo, você está diminuindo a concorrência de sua estratégia e ainda atinge pessoas que estão mais interessadas naquilo que a empresa oferece. De forma simples, a ideia de cauda longa é bem próxima da proposta de nicho de mercado: impactar um número menor de pessoas, mas com alta relevância.

As principais vantagens de usar a cauda longa nas suas campanhas de marketing digital é a possibilidade de  criar anúncios mais baratos com palavras-chaves menos competidas e produzir conteúdo específico e com menos concorrência no SEO.

Para exemplificar, eu fiz uma uma pesquisa no Google Adwords por três palavras-chaves do nicho de de um cliente: decoração. Veja os resultados:

Pesquisa de palavras-chave de cauda longa.

Além de analisar esses termos no Adwords, eu também fiz uma pesquisa no Google para estudar a concorrência em conteúdo, não apenas em anúncios. Minhas considerações:

  • Decoração é uma palavra-chave com um grande volume de buscas e baixa concorrência em anúncios, mas muito genérica para atrair possíveis compradores. Além disso, para se posicionar nos primeiros lugares de pesquisa, precisaria competir com sites como Etna, Americanas, Leroy Merlin, Revista Casa, Uol entre outros.
  • Quarto de bebê tem um número menor de pesquisa, mas ainda alto. A concorrência é alta, apesar disso o preço da palavra-chave é menor que da anterior. Aparentemente, essa é a mais atrativa das três para anúncios. Apesar de ter uma concorrência mais fraca no SEO, os sites que estão posicionados são muito bem estruturados.
  • Decoração de quarto de bebê tem um número de pesquisas bem menor e concorrência alta no Google. Mesmo com preço de lance alto, pode ser atrativo para empresas que têm foco em decoração de quarto de bebê. Nas pesquisas do Google, a concorrência é bem fraca em qualidade de conteúdo e pode ser uma ótima oportunidade para conquistar tráfego orgânico.

Esse é um ótimo exemplo com três palavras-chaves para uma mesma empresa, mas uma descartada, uma boa para anúncios e uma terceira para produção de conteúdo.

Eu usei este exemplo de decoração porque, como disse antes, é um nicho que tenho trabalhado com cliente, mas você pode fazer este exercício de procura de palavras-chave de cauda longa na sua empresa. A principal estratégia é pensar em como seu cliente faz pesquisa na internet. Ficará muito mais simples encontrar essas keywords sabendo o comportamento e interesse dos clientes.